sexta-feira, 29 de abril de 2022

Um pé no passado, no presente e no futuro. Quem sou eu?

        Taysa Tamara da Silva Nunes ou simplesmente Taysa Nunes – os dois nomes adotados em 2015 que marcaram minha carreira profissional daquele ponto em diante. Nasci em Santana do Matos, na região Central e coração do Rio Grande do Norte, em 04 de novembro de 1994 (se você gosta de estudar signos ou se interessa pelo tema, já adivinhou de primeira que sou de Escorpião haha). Morei na zona rural do município até o início dos meus 09 anos de idade, num sítio chamado Santa Maria. Lembro-me de ir à cidade, ao menos uma vez por mês, pra fazer a feira com a minha mãe – íamos num carro que é bastante conhecido no nosso estado como “pau de arara”. Era do meu avô e do meu pai. Nos finais de semana, meu avô (Vovôdim) acordava de madrugada pra organizar a viagem. Muitas pessoas faziam essa rota com ele. Eu amava ir na parte de cima, porque era uma aventura (principalmente quando chovia). Na volta, ao meio-dia, o carro ficava apinhado de feiras e de pessoas. Eu me divertia pra caramba. Ainda posso sentir o vento seco da caatinga ou o cheiro das manhãs após uma chuva daquelas. São memórias afetivas e confortáveis que guardo no meu coração. Poderia escrever infinitamente sobre isso.

       Tive uma infância simples, mas feliz. Pouco depois de completar 09 anos, minha família e eu nos mudamos pra Mossoró no pau de arara azul. Meus pais queriam dar uma boa educação ao meu irmão e eu, então eles tiveram que dar um passo a mais por nós pra que pudéssemos dar outros com os nossos próprios pés. Mas cheguei à vida adulta frequentando o mesmo sítio onde fui criança. Depois que perdi meu avô, em 2019, não encontrei mais motivos pra visitar o local (ao menos por enquanto), já que a minha avó atualmente mora com os meus pais.

           Porém... É no sertão onde a minha história começa.

          Reprovei a primeira série do Ensino Fundamental I. Não sabia ler aos 06 ou 07 anos. Naquela época, no início dos anos 2000, as crianças já partiam direto pra essa fase da escola em Santa Maria. Como cheguei ao final do ano sem saber ler ou escrever, a professora (que também é minha madrinha) disse que eu não podia avançar, porque seria pior. Por muitos anos guardei o rancor, mas hoje vejo que foi o melhor pra mim. Foi meu pai quem me ensinou a ler. Escrever sobre o assunto me deixa emocionada e nostálgica porque eu o tomo como meu primeiro professor quando lia as histórias de Chico Bento, da Turma da Mônica, e interpretava as frases do personagem pra que o ensino fosse divertido e didático. Ele soletrava sílaba por sílaba e eu repetia. É uma das minhas memórias mais felizes. Depois que aprendi... nunca mais parei.

          Minha relação com a escrita começou aos 11 anos de idade. Sempre li muito. Um dia pensei: “por que não escrever minhas próprias histórias?”. E foi nessa ondinha que escrevi uma trilogia de livros curtos chamada “A Vingadora”. Hoje em dia acho o nome engraçado, mas vamos levar em consideração a minha idade, né? Acredito que meus livrinhos, escritos à mão e ilustrados também por mim, tenham se perdido numa chuva forte, mas a base da história ainda é muito nítida na minha memória. Acredite se quiser, mas aos 13 eu escrevi outro livro (um romance). Aos 15... mais um. Nenhum foi publicado. Um dia pretendo voltar ao início e revisar tudo.

          Sou jornalista formada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, a Uern, e atuo na área desde 2015. Apesar de trabalhar com a escrita todos os dias (um dos pilares pra eu ter escolhido a profissão que tenho), meu primeiro amor ainda é a literatura  algo que tento encaixar nos meus textos jornalísticos diários. Trabalho escrevendo histórias de pessoas todos os dias e tomo notas mentais de vivências e cenários que possam ser incluídos nas minhas futuras narrativas. Tudo é estudo e válido. Assim... este blog vai passear pelo passado, pelo presente e pelo futuro (sob o ponto de vista de qual época você vai estar lendo ou em qual realidade vai estar).

         Minhas histórias são presentes que deixo pro mundo.

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